Depois do show de retorno, que foi transmitido no último sábado (dia 21), a Netflix lançou hoje o documentário de reencontro dos integrantes do BTS. Chamado de BTS – O Reencontro, o filme mostra algumas semanas de trabalho do grupo após a dispensa de Suga em 21 de Junho de 2025, bem como os trabalhos para o álbum de retorno, ARIRANG.

Como um admirador distante da banda, cheguei com curiosidade para ver esse documentário. Afinal, é sempre divertido ver o processo criativo dos artistas funcionando, além de como eles trabalham o ócio criativo e as discussões criativas sobre a criação das músicas.

Um bom exemplo atual é a série Andar na Pedra, documentário dos Raimundos que está no Globoplay. Dadas as devidas proporções, esse documentário é um retrato/ análise realizado pela própria banda, enquanto repassa por toda a sua trajetória, enquanto explicam como se entenderam como integrantes e como pessoas (até os inúmeros quase fim da banda). E eu acredito que BTS – O Documentário também funciona muito bem nesse quesito.

Calma, calma. Não tô falando que eles vão acabar também. Muito pelo contrário. É muito interessante ver como os integrantes utilizaram esse tempo para tentar se entender como pessoas e também como eles se encaixam de volta ao grupo, com suas mudanças próprias, gerando uma promessa de futuro próspero.

Esse é o assunto do documentário que funciona melhor. O tempo que passamos com o grupo reaproxima eles como músicos e reaproxima a gente como fãs, dando um tempo um pouco mais íntimo com cada um deles, seja nos momentos alegres ou introspectivos. Bao Nguyen aposta em um degradê, que começa com cenas em tons mais claros para mais escuros enquanto o grupo vai decidindo sobre o que será o álbum e o prazo final vai apertando, além de cenas com câmeras digitais, que parecem ser gravas pelos integrantes.

Isso é muito importante, pois dá uma aura mais humana ao grupo e demonstra a vontade de continuar. Claro, tudo muito controlado pela Hybe e, às vezes, até meio escriptado. Afinal, eles ainda são um produto. Mesmo assim, o permitido ainda é muito interessante.

O mesmo não pode dizer da parte de produção musical. Mal contada e montada, essa parte fica confusa, não permitindo a quem assiste que tenha um entendimento consistente de quais músicas estão sendo produzidas, ficando mais como um tema secundário. O que é um pouco triste, já que depois da apresentação realizada em Seul, seria uma parte muito curiosa de ver como essas músicas foram produzidas. O documentário usa mais esse momento para falar o quanto o prazo para essa criação era curto para fazer o disco e foca seus esforços no primeiro single “Swim“.

Outro ponto bem discutível é a falta de contexto prévio do que cada um dos integrantes estavam fazendo. E aqui falo isso pelo ponto de vista de um ouvinte das músicas apenas. Os fãs sabem muito bem o paradeiro de cada um deles durante o hiato. Mas para quem está chegando agora, seria importante ter um contexto mais completo. Nem que seja um pequeno exemplo do que cada um estava fazendo musicalmente, para termos uma ideia de como eles estavam separados.

Enfim, BTS – O Reencontro é um documentário que foca em mostrar um lado mais vulnerável da banda, além de pincelar um pouco do processo criativo que eles tem, mas que poderia investir um pouco mais de tempo nisso. Por mais que ele funcione para todos os públicos, é uma obra criada para as ARMY.

E aí, o que achou do documentário? Deixa aqui nos comentários.

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